quarta-feira, 15 de abril de 2015

CARTAS DE DESAMOR

Olho a longa e torta estrada que se estende. O curto sorriso mostra caminho. Uma flor roxa nasce no peito. O peso de não ter quarenta anos nas costas e não ter histórias para contar.

   Gosto de escrever cartas e deixá-las espalhadas pela casa. Quando eu morrer, morrerão em mim também pequenas histórias. Talvez algum dia, em alguma estrada, em qualquer madrugada, algum andarilho me sorrirá e dirá: “ei, você não é a garota da carta?!?”

 

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