quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Noite estrelada e o caos silencioso

     Ando tão ligada na poesia, que esqueço dos contos e histórias. Mas volta e meia rascunho alguma coisa em um caderninho do lado da cama ou na agenda. Mas nunca acaba vindo pro note. Tudo fica nos antigos "guardanapos" e papéis de pão. Outra coisa são os textos teatrais, que também começo e não termino. 
   Mesmo assim... continuo escrevendo.

   As vezes um Brainstorm, outras vezes um micropoema, outras são apenas palavras jogadas num papel.

   Esse ano a falta de tempo tomou conta de todos os meus papéis. E mal tive tempo pra dormir. Insônia criativa foi algo que passou longe da minha rua.

   Então, como uma amiga conversou comigo... que esse ano novo seja como o quadro NOITE ESTRELADA, de Van Gogh. O texto que segue é dela, mas como ela disse que o texto era pra mim também, resolvi compartilhar.


"Ele pintou este quadro quando tinha 37 anos e estava internado num asilo em Saint-Rémy-de-Provence. Ao contrário de muitas das suas obras, o Noite Estrelada foi pintada de memória, e não a partir da vista correspondente de uma paisagem. A paisagem mistura o real com imagens da sua memória. É notável o contraste entre a calma da pequena vila representada e o caos celestial. Fiquei pensando nisso, o caos celestial. Há um céu de absurdos acontecendo o tempo todo! E a mídia ainda não achou uma forma eficaz de nos aterrorizar com isso. Por isso, meu querido, aproveite o caos silencioso que está acontecendo e perceba o quanto somos aleatórios nessa bobeira toda. E p.s: meia noite do dia trinta e um, vai estar uma beleza p observar o caos estrelado. Olhe para o céu e pense o quanto somos aleatórios, o quanto o próximo ano é monstruosamente um jogo de possibilidades!


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