domingo, 25 de novembro de 2012

A GAROTA DA CARTA


Olho a longa e torta estrada que se estende. 
O curto sorriso mostra caminho. 
Uma flor roxa nasce no peito. 
O peso de não ter quarenta anos nas costas 
e não ter histórias para contar.
   Gosto de escrever cartas 
e deixá-las espalhadas pela casa. 
Quando eu morrer, 
morrerão em mim também pequenas histórias. 
Talvez algum dia, 
em alguma estrada, 
em qualquer madrugada, 
algum andarilho me sorrirá e dirá: 
“ei, você não é a garota da carta?!?”


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