sexta-feira, 26 de outubro de 2012

EDUCAÇÃO MUSICAL DE UMA CRIANÇA




  
   Toda adolescente que se preze tem listas e cadernos espalhadas pelo quarto bagunçado. Com o tempo, algumas deixam os cadernos de lado, outras não. Alguns, passei pro computador. Outros ficaram apenas em uma caixa empoeirada. E agora, entre um universo e outro, sala de aula, maternidade e amores, fico pensando em todas as coisas que devem ser feitas. Mas em primeiro lugar, penso em meu filho.
   Esse final de semana, depois de muito tempo, saí de casa para ter conversa de adultos. E com adultos. Mas, para minha surpresa, ao invés de me sentir de volta ao meu mundo e falar sobre intelectualidades banais, me senti completamente deslocada. Não só deslocada, afinal, estava em um novo círculo de amizades; mas me senti ignorante. Burra mesmo.
    Eu cantando “sapo cururu” enquanto os grandes intelectuais com quem conversava, contavam que cantavam Vinícius e Chico para seus filhos. Não que o “sapo” não tenha seu valor. Mas me lembrei da minha infância. Aquela época da televisão que produzia grandes especiais voltados para o público infantil.
   Sorte minha, que cresci escutando um barbudo cantando Carimbador Maluco em Pluct, Plact, Zuuuum... Agora, imagina um musical escrito por Vinícius de Moraes e Toquinho, com artistas como Ney Matogrosso, Alceu Valença, Elis Regina e Marina? Pois é, isso um dia já aconteceu. 
    Lp's lançados com música de verdade e a criançada tomava gosto pela música. E música boa. De qualidade. Sem ter que ficar rebolando ou pulando que nem macaco. Marcos Valle com “Alegria da Vida” da Vila Sésamo, Gilberto Gil e sua “marmelada de banana” no Sítio. Sem falar de tudo que o Vinícius, o MPB4, o Chico e tantos outros que se dedicaram ao universo infantil. E tem muita gente boa que hoje faz coisa boa: Edgar Scandurra e Arnaldo Antunes com o Pequeno Cidadão, Pato Fu com o musica de brinquedo, Palavra Cantada, etc.
   Esse final de semana me dei conta de meu instinto materno nasceu na marra. E nasceu a moda antiga. Sou uma mãe antiga. Mas não quero privar meu filho de boas coisas por causa da minha matrona ignorância. Quero que ele tenha bom gosto. E que tenha discernimento para fazer boas escolhas. Inclusive as musicais. Afinal, estamos num mundo cercado de Festas no Apê e "camaros amarelos" e prefiro que meu filho fique na boa companhia de boêmios dos anos 40...

Ps – Nunca vou abandonar as musicas infantis (nem o Atirei o Pau no Gato que tantos consideram "errada") porque criança tem que ser CRIANÇA.

Ah...já fica a dica de um belo filme: “A Educação de Pequena Árvore”.

Um comentário:

  1. Esstou te seguindo Flor...
    Visite o meu blog tbm..bjim Cris Vaccari
    http://criseducando.blogspot.com.br/

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