segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

UM DOMINGO QUALQUER




   Penso agora. De onde vem os sonhos e o seus sorrisos? Mergulho no som que dele emana, sinto o hálito e as pétalas. Vejo seus dentes. Abraço bem forte o travesseiro.
- coloca o disco de novo?
- Adoro essa música... você não?
- De onde vem essa sua tatuagem?
- Já nasceu comigo.
- Quer bolo de aipim?
   Escondo o rosto entre os braços e o peito fica nu. Dois ovos fritos. Não tenho vergonha disso. Acho que não tenho vergonha de dizer nada. Picho palavrões no muro e grito pelo nome dele... Se morresse por você, ainda seria um domingo qualquer?!?

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