terça-feira, 6 de dezembro de 2011

RONDA...


   Tenho medo do que escrevo. Não escrevo sobre mim, mas, gostaria que vivesse o que escrevo? Bebo e tenho idéias narcisistas. Bebo lentamente. Tento ser verdadeira. Existe lugar melhor que um bar? Tribunais não foram feitos para as verdades. Foram feitos como cenários de filmes Hollywoodianos baratos. Resolvo com uma dose dupla. Resolvo assumir meus medos.
        Bebo devagar. Tenho idéias narcisistas. Mesmo assim sou verdadeira. Assumo minha crueldade. Nunca foi tão fácil desligar a TV e todas as suas desgraças. Mesmo assim, continuo achando as tragédias doces. Puxo a manga, enxugo a cara. Estou chorando feito uma vaca. As respostas curtas, as histórias inacabadas, eu sem saber escrever, bêbada, esmurrando a mesa do bar... Uma queda pelo estilo dramático eu tenho.
        Mesmo assim, a noite acaba. Eu sozinha. Você não consola. E a noite termina com a letra de um bolero cafona. Somos uma canção que ninguém escreveu...

   
                                     
* imagem: capa do Cd RONDA - Márcia

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